segunda-feira, 1 de junho de 2015
Vou por mim.
Nunca foi tão fácil ser você mesmo e ao mesmo tempo tão paradoxalmente difícil.
Mesmo assim, com o burburinho de infinitas vozes me dizendo para não ser assim, eu não arrego e no que acredito e no respeito me mantenho.
Vou por mim.
E quando me puxam e me empurram pra fora do caminho, eu volto tonta, mas focada no destino.
Vou por mim.
Se eu tiver dúvidas eu paro, penso e sigo se tiver que seguir pela mesma estrada, seguirei obstinada.
Vou por mim.
E se eu cair, eu me levanto leve o tempo que levar, porque eu vou por mim.
Porque se eu não boto fé no que acredito e não for mestre da minha mente, quem será? Se eu não tiver força pra persistir no caminho, quem vai ter? E se eu não duvidar, quem duvidará?
E se eu não for por mim, quem irá?
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Ninguém precisa de um " tudo bem?"
Ok, deixe me explicar o por quê, é bem simples. Porque ninguém realmente quer saber.
"Não seja dura, não generalize e blá blá...", CLARO que ALGUMAS pessoas se importam, mas eu temo que essa saudação assim como a famosa "eu te amo" virou alta de preço no mercado (ia falar chuchu, banana, mas alguém tem ido ao mercado? Gente, cada ida ao caixa é um mini ataque do miocárdio, enfim...). Que nem nossa moeda, nossa economia, banalizadas.
Houve um tempo, que hoje eu me pergunto se no alto dos meus quase 27 eu realmente vivi, que as pessoas perguntavam, se saudavam sem ser automático. Já ouvi relatos de pessoas chocadas com respostas como : "Não, tá tudo um saco", e ver na cara da pessoa a total expressão de "como se eu realmente quisesse saber". Por que pergunta, criatura?
Eu lembro que já fui considerada grossa desde pequena (hoje sou mais "adestrada"), por ignorar esses códigos de comportamento, também por ser tímida, mas mais por respeito. Eu sempre fui empática mas nunca fui muito chegada a falsidades então tinha dificuldade em dar oi, conversar com pessoas que mal conhecia simplesmente porque nunca quis ter relações rasas. Se eu te pergunto tudo bem, na maioria (juro 90 por cento), realmente quero saber se você está bem, se eu digo que te adoro, cara, te adoro mesmo, um te amo então, tenho que amar MESMO.
E não porque me levo ou levo a vida a sério demais, eu apenas respeito demais os outros e sei que não existem meios sentimentos, meia amizade, meio namoro, meia irmandade. Sou a diplomata extremista nos assuntos da alma e coração. Sei que um "oi, tudo bem?" vazio já me fez, e já fez sentir muita gente sozinha no meio de uma multidão.
Sou educada, não confundam, mas não suporto afetação. Amores de umas horas, amizades de infância de uma semana, mudanças recorrentes de status de rede social. Eu gosto do que tem essência, muitas vezes do que é fora do padrão. Pessoas com histórias, cicatrizes, sorrisos conquistados e ás vezes até olhos tristes.
Eu gosto de gente. Pena que tem tão pouca de verdade hoje em dia.
sexta-feira, 24 de abril de 2015
Sem flores, dores ou amores.
O segredinho fica entre nós, ok? Ninguém irá saber, esse pseudo-relacionamento-ou o que seja lá o que.
Prometo não me apaixonar, mas não posso prometer não te amar, porque eu amo todos meus amigos.
Então fica assim, você não quer compromisso e eu só quero o que tiver pra mim. Sem orgulhos, sem regras, o dia que desandar a gente vê o que faz ou não faz, quem sabe a gente ri? Independente de tudo quero sempre te fazer rir, não importa como, quando e porquê.
Só nunca mais me fale que quer me ajudar, porque só quem me ama pode me ajudar, outros já fizeram essa promessa e acabaram me machucando, então, não precisa. Nunca falsifique amor, finja carinho, seja honesto, sem expectativas, sem frustrações.
Eu sei e mal te conheço e já que você como eu é um curioso nato da vida, ainda não vi seu olhar em pessoa mas sei que nele esconde muitas coisas. Coisas que você não precisa me contar, mas se sentir vontade, be my guest!
Tem mil coisas que não te conto, coisas que fazem parte da " incógnita " que você espertamente percebeu. Mas não preciso te contar também, gosto do poder que você tem de me fazer esquecer um pouco dos meus demônios. Eu mal te conheço e sinto que te conheço mais que muitos.
Quero mais uma vez afirmar, não se assuste com as minhas palavras, nem a minha intensidade, é que eu não sou boa com metades, seja lá que sentimento for. E não tenha medo, o medo como dizia O Pensador é um modo de fazer censura, e a única censura permitida aqui é a de 18 anos.
E que seja eterno enquanto seja divertido e amigo e otras cositas más.
Algumas palavras sem muita rima é apenas uma das coisas que eu posso lhe dar. Não faço questão de flores, dores e amores, mas se eu fizer um dia eu sei o que fazer, tá bem?
Mas shiu! Não conte pra ninguém. ;*
segunda-feira, 13 de abril de 2015
Sola viajo yo
Mais uma vez. Entre tantas, mais outra. Vou ter que realmente aprender a mesmo doente andar sozinha pelo meu caminho. É uma merda? É! Mas dentre meu círculo familiar e social, é o que tá tendo pelos últimos 7 anos, ou mais.
Mais uma vez mesmo das poucas coloquei fé em um relacionamento de que esfera fosse "imaginário" e doeu, claro, quando você tá passando por uma crise de depressão profunda, é assim, tudo te afeta, um saco, a maioria das vezes que pensei (e nunca mais quis pensar) em suicídio foram essas decepções, ausências, solidões rodeada.
Isso sempre acontece quando o foco do meu tratamento para de ser em mim, no que é bom pra mim, no que eu tenho que fazer, nem seja me proteger, para não não houver mais "baixas" emocionais.
É, a depressão é assim, mais que tristeza e dor, e lidar todos os dias com o cansaço/fadiga, as dores pelo corpo, imunidade sempre baixa sem deixar de seguir devotamente o tratamento mesmo não sentindo a princípio ou nunca aquele alívio de doença regredindo. Depressão mata suas amizades falsas, até aquelas que você jurava ser verdadeira, depressão te mostra a face da ignorância alheia, a falta de empatia. A gente culpa muito, e chama de monstro e tal, mas ás vezes ela nos mostra que ela pode até ser um monstro, mas ela não está sozinha, tem um exército alienado, sem compaixão e sem um pingo e olhar ao próximo.
A depressão te tira de você, uma das mais repetidas questões de depressivos é "estou morto?", porque você sabe como é se sentir vivo, e não se sente mais daquele jeito. Presumi-se a própria morte, e em alguns,logo faz a ideia da morte tão atraente. Para uma doença tão negligenciada, que em breve passará em alguns anos as mortes por problemas cardíacos. E sim, nós ainda assim a ignoramos, ignoramos os doentes, ou colocamos embaixo das asas ou tentamos trata-los normal.
Não, nós não somos normais e nem queremos que nos passem a mão em nossas cabeças. Só queremos respeito, compreensão, direitos assegurados como qualquer outra doença grave.
Eu já cheguei a sentir vergonha por ser depressiva, hoje só consigo sentir depressão claro (rs) e orgulho por ser uma sobrevivente e por estar aqui mais uma vez tirando esse tabu em cima de uma DOENÇA.
Se você possui um amigo, familiar ou colega e não sabe como agir, um apoio sempre vai bem. No fundo todos queremos um "estou aqui pra você", lembre-o que ele é especial, a gente esquece isso tão fácil e se sente um lixo, nos culpamos por tudo a maior parte do tempo. Que quando vejo familiares e amigos dando esse tipo de força para seus depressivos, ah, me faz acreditar na humanidade de novo. Ah, AMOR, de qualquer forma é SEMPRE bem vindo. Informem-se, envolvam-se, se pedir espaço dê, mas mostrem que nós não estamos sozinhos, vocês não sabem que isso remédio nenhum faz, se sentir amado e querido.
"Nunca despreze as pessoas deprimidas.
A depressão é o último estágio da dor humana."
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
Hum, jura?
Aos vinte seis você acha que é mais dona de si do que parece. Não é. E não importa que você seja totalmente "independente" de pais e dos namorados (essa pessoa existe? #pararefletir) , você vai crescendo e cada hora vai ter alguma "obrigação" social para cumprir. Tem que beber, tem que arranjar namorado, tem que estar perfeita, tem que ser baladeira, tem que, tem que... cansei só de escrever. Tenho dó de quem segue as regras certinho, porque ser eu mesma e cagar pra ser normal já dá trabalho, imagina viver sua vida alienados somente no inconsciente coletivo? Excruciante. Deve ser um porre.
O ponto é, por que nos estressamos tanto? São muitas informações? Muitos aparelhos tecnológicos?
Foi a geração dos nossos pais que nos deixaram assim? Competitividade em um mundo corporativo cheio de millenials que não querem competir, só ter o seu espaço?
Sim e não. Mas a verdade nua é crua é que hoje em dia a pressão do "ter e parecer" é enorme nas nossas cabecinhas que não cresceram com essa enxorada de vida pessoal expostas para o mundo ver.
Você só consegue ser mais dono de si quando consegue admitir o quão esmagadora nossa sociedade está e mesmo assim, a cada dia, tentar ligar menos pra perfeição que não só a internet, mas a vida moderna nos impõe e fazer esse carão da Audrey de "Jura?" e priorizar, lutar e viver sua vida de acordo com as suas regras e verdades.
Já faz um tempo que me conformei que meu papel nesse mundo é bem diferente do que eu pensei, e diante do que eu já vivi eu roguei por normalidade, senhoooor normalidaaadeee (cazuzeando), mas hoje vejo que apesar dos pesares, talvez, a anormalidade me fez muito melhor, muito mais sensível, muito mais inteligente, muito mais criativa, muito a melhor Camilla que eu sonhava ser.
Disso vida, nem precisa tanto se arrepender.
domingo, 30 de novembro de 2014
De(na)pressão
Em seis anos, só agora estou falando com total honestidade dessa grave doença do qual sou portadora há um bom tempo.
O que faz a depressão ser um tabu, acontece mais pelo fato que as pessoas ou demonizam , ou subestimam uma das doenças mais cruéis que existem.
Eu perdi tanto, muitas pessoas se afastaram de mim,muitas não gostam da responsabilidade e sensibilidade com um parente ou amigo passando por uma fase muito delicada de sua vida, limitada pela medicação, pela próprias fisiologia e biologia e refém de hormônios de ansiedade, de seu hipocampo acovardado e diminuído. Você não é mais você. E provavelmente nunca mais será.
Quanto as perdas, ah, essas sim, competem na crueldade lado a lado com a própria doença. Não tenho dedos, nem fios de cabelo que deem para numerar minhas frustrações e expectativas como daquelas pessoas que ficavam deprimidas e tinham um apoio, que uniam a família, que mostravam o quão era importante a gente estar ali para nossos entes queridos, ainda mais doente.
Eu cai. Feio. Como dizem os anglófonos: "I fell from could nine".
Eu caí da nuvem mais alta,como sempre fui prestativa, empática e sempre oferecendo ajuda então, foi um golpe muito dolorido ver com descaso, meu sofrimento. Se vieram conversar comigo para me animar? Não. Nem meu pai fez isso. Nem amigos da época, nem ninguém. Eu já tinha me sentindo sozinha, perdida, meus pais se separaram quando eu tinha apenas 5 anos, sofri bullying, (SIM, BULLYING TODOS OS DIAS, CANTANDO MÚSICAS PARA ME AFETAR,ME CHAMAREM DE SEM GRAÇA, QUE PODIA SUMIR QUE NÃO FARIA DIFERENÇA E VIVER ATERRORIZADA, ME SENTINDO O LIXO HUMANO E COMENDO O LANCHE NO RECREIO SENTADA TRANCADA NO BANHEIRO DO COLÉGIO, SEM UM PINGO DE PAZ POR SÓ TER SIDO ESCOLHIDA PRA CRISTO, ISSO É SIM BULLYING, E FORAM MESES E DEIXARAM UMA CICATRIZ AINDA MUITO VISÍVEL, ENTÃO NÃO BANALIZEM O SOFRIMENTO DE MUITOS.)mas nada nessa dimensão de sentimento de "beco sem saída".
Um post para falar de algo tão grande, doloroso e íntimo, claro, é muito pouco mas depressão é uma MUITO séria, e acomete pessoas sem preconceitos, ricos, pobres, brancos, negros. E seus sintomas e como a doença se comporta e o portador lida é algo EXTREMAMENTE pessoal.
Eu sei que muitos do alto dos seus castelinhos de ignorância e sem empatia alguma , deve ser difícil entender. Por isso peço, tente compreender (faz milagres com o deprimido), mas se não poder pelo menos, RESPEITE. Isso é obrigação, certo?
Todos os obstáculos da minha vida quem sabe a dificuldade com que os passo sou eu, e tenho ciência SIM das coisas boas da vida e das que possuo.
Como vi em um seriado que amava: " Mas a depressão é uma doença solitária". Eu não a desejo pra ninguém, é uma luta sem fim, mesmo curado, você vive de olho em possíveis recaídas, como um câncer, sem ser levada seriamente como ele, tem um risco de mortalidade igual. Sem levar em em conta outras doenças relacionadas à ela, e no bem estar do deprimido, que muitas vezes se fecha,para sua vida e se isola de tudo.
Vamos conversar, vamos dar um alento, uma conversa a quem está passando por esse inverno da alma. Vocês não fazem IDEIA, do bem que se sentir querido e amado faz com pessoas com doenças de distúrbios do afeto. Eu mesmo precisando de um alento, várias vezes fui eu quem acalentei, porque eu sei o quanto isso nos faz querer continuar.
Não se esqueçam todos os artistas, e outras pessoas notáveis que se suicidaram, ou que morreram mingua, a maioria eram pessoas inteligentes, boas e tinham muito pra contribuir para o mundo. Nunca conheci um deprimido que não fosse uma pessoa super interessante, puro mito ainda, que os deprimidos são pessoas fracas, estamos falando de uma DOENÇA.
Minha terapeuta diz: "Pessoas boas se deprimem, porque pessoas ruins não se importam e daí não se preocupam, não se angustiam, e não se deprimem."
Para falarmos e refletirmos.
terça-feira, 21 de outubro de 2014
Não me olhe sem me ver.
Eu sempre escrevo sobre as peripécias desses últimos 8 anos desde que comecei a "bloggar" em prosa, poesia, ficção, dissertação ou fantasia, mas acho que nunca escrevi algo tão honesto, ou tão maduro agora com meus 26 anos. Podem rir, sei não é muito, mas há oito anos atrás e tenho provas escritas, eu não teria chegado a essa linha de raciocínio,
e até maturidade para entender pelo menos na minha pobre e simples cabeça de vinte e tantos algo tão trivial: "O que os homens querem?", ou melhor ratificando: "O que os homens interessantes querem?".
Sou super ultra mega power viciada em diversos seriados e um desses novos da fall season, (que é a temporada de setembro/outubro e é a principal temporada na TV americana em relação aos seriados, mas enfim, prometo não enrolar mais...), um dos personagens, ao dar dica pra uma personagem sobre como conquistar "os caras", trocou a foto do dela perfil do site para encontros amorosos, afirmando que homens gostam de mulheres que gostam de dançar (ok, eu amo dançar), e que uma foto com uma bebida e uma cara sensual ajudam muito. Pronto. Fiquei só mais uma das 18632547346525365 vezes embasbacada : " Vou ficar pra titia, é sério mesmo, agora tô vendo o que a nuvem da pirralhice me cegou...", e nem é por eu atualmente não ingerir bebidas alcoólicas, o choque foi nesse joguinho, sabe? Que eu SEI que funciona, afinal aos 26 (que jogue a primeira pedra quem nunca) todo mundo já tentou essas e muitas outras "jogadinhas" nesse quiproquó da conquista. O problema é você se descobrir, sua identidade, sua personalidade, que você não é todo mundo (valeu mãe, cê tava certa...) e que você *trombetas reais feat. coro dos anjos* não tem mais SACO pra esses joguetes adolescentes. Não dá, me sinto tipo agora tentando dançar todo um CD do "É o Tchan" que eu botava no replay, e hoje dar taquicardia na primeira abaixadinha da segunda faixa. Não, aquela energia IS GONE!
O que mais escuto sempre, é quando vou casar, cadê meus namoradinhos e blá, blá. Como se as pessoas estivessem mais preocupadas com isso que eu mesma. Não tô caçando homem não, tô caçando independência, felicidade sem carência e realizar todos os sonhos que a tanto custo resisti pra não desistir. Vencendo meus demônios, doença e mostrando que minha alma pílula nenhuma macula, não se preocupe. E sim, se um cara gostar de uma garota-mulher, que gosta de contar piadas chulas, faz stand up podre pros amigos, sabe mais de Hermes e Renato que talvez ele, não viva de dieta, nem viva com o sorriso eterno de Barbie na cara, que goste de bichos, de bebês, família, amigos e de livros mais que tudo, que me veja como realmente sou , minhas falhas e meus carmas, com uma vontade enorme de papos sobre assuntos bestas e risadas aleatórias e rir cantando música brega preparando um café, uma complicada e perfeitinha mulher geração Y com tudo de bom e ruim que possa oferecer (UFA, acabei ), por favor, estou às ordens para tests drives, querido!
Só não vá fazer como todos costumam, não me olhe sem me ver.
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