Desta vez eu não vou me importar se nenhuma,nenhuma pessoa mesmo ler meu post até porque,este em especial não é um post para muitos,pois só os que me conhecem(talvez) possam entender o que eu tentarei expressar nessas linhas.
Sim esse texto trata-se sobre saudade,mas não de uma só.Ok,uma única e enorme saudade inundou meu peito essa tarde,a saudade de uma pessoa que mesmo não fazendo parte dos meu santo dia,era da minha família(que é bem grande) e de muito estima minha,meu tio.
Meu tio por parte de mãe era o nono entre dez irmãos,então foi um choque,quando há duas semanas em pleno dias dos pais um telefone fez minha mãe desfalecer e sem querer me irromper em lágrimas,o que passava na minha cabeça era acalmar minha mãe além do fato de ainda não acreditar que aquilo tinha acontecido mesmo(primeiro estágio do luto:negação).Ele não era tão próximo quanto alguns parentes meus,como os do lado paterno por exemplo,mas na minha infância eu me lembro muito dele nos natais,(sempre na churrasqueira com uma "breja" na mão),ou promovendo festas de aniversários dos filhos(ele tinha 3),filhos que são meu primos e mesmo não tendo muito contato,senti muito a perda por eles,pois família é família,só no velório constatei que isso é mesmo verdade,foi horrível,eu não conseguia parar de chorar não só por ele,mas por nossa família fragilizada com a perda de alguém que perpetuou-se na memória de todos de alguma maneira.Esse post era mais sobre várias outras saudades,mas de acordo com a grandiosidade que ele possuia em nossa família,um pai que com certeza fez dos seus filhos pessoas maravilhosas,acabou sendo pra você tio.O nó na garganta pelos seus filhos e nossa família é ruim,porque eu sei,que jamais,por mais que nos acostumemos irmos parar de sentir saudades de você.Eu vi,que em minha vida várias pessoas fazem diferenças algumas que eu mal imagino,e chorei,porque você era uma delas.
De uma de suas tantas sobrinhas,
Camilla Moreno de Godoi.
Mémórias à Antonio Jesus Moreno Perez.(1959-2009).
domingo, 23 de agosto de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Distimia
Quantos meses se faz uma vida?
Quantos dias pode se destruir toda sua alegria?
Quantas pessoas podem acabar com toda a sua fé?
De quantos males se pode querer morrer?
Distimia,
tornando plausível minha agonia
tirando toda a vontade sentida
descolorindo todos meus dias.
Como uma coisa pode ser considerada besteira,se tira vidas inteiras?
Quantos dias pode se destruir toda sua alegria?
Quantas pessoas podem acabar com toda a sua fé?
De quantos males se pode querer morrer?
Distimia,
tornando plausível minha agonia
tirando toda a vontade sentida
descolorindo todos meus dias.
Como uma coisa pode ser considerada besteira,se tira vidas inteiras?
terça-feira, 28 de julho de 2009
Enredo,ponto e vírgula.(vida).
Pontuado por vírgulas,pontos finais
acompanhando as linhas que vão da minha mão até o papel
seguindo com a estória que poderia ser a sua ,a dela ou até mesmo a minha.
Que se fosse minha, história assim com "h" seria,
mas a coisa para isso não caminha.
Então pontuo meus desejos de uma prosa triste que é minha via,
em enredo feliz de personas que eu mesma ponho nas linhas.
Pois nessa estória,ou história que se tornará ou é,
criar nos dá o poder ter ou ser o que quer que seja,
tornando esse caminho mais suportável,
na pequena loucura que é a vida.
acompanhando as linhas que vão da minha mão até o papel
seguindo com a estória que poderia ser a sua ,a dela ou até mesmo a minha.
Que se fosse minha, história assim com "h" seria,
mas a coisa para isso não caminha.
Então pontuo meus desejos de uma prosa triste que é minha via,
em enredo feliz de personas que eu mesma ponho nas linhas.
Pois nessa estória,ou história que se tornará ou é,
criar nos dá o poder ter ou ser o que quer que seja,
tornando esse caminho mais suportável,
na pequena loucura que é a vida.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Lágrimas de fênix.
Viver como muitos já disseram e eu venho aqui ridicularmante repetir,é realmente algo engraçado,estranho,instável.Hoje em um grande shopping da grande São Paulo,esbocei(tá eu tinha esperanças de que conseguiria) o desejo de assistir um filme que é a sexta produção cinematográfica de uma série de livros conhecida internacionalmente,tá acho que todo mundo sabe que se trata de "Harry Potter e o enigma do príncipe".A questão é que,hoje na praça de alimentãção desse mesmo shopping,estava eu e minha mãe comendo quando ela,como sempre,querendo uma desculpa para não ter de ir ao cinema,soltou um:"Harry Potter,de novo Camilla?Você lê esses livros e vê esses filmes desde quando,desde os dez anos?Já não é a hora de crescer?",não,eu li o primeiro livro quando tinha onze anos,e respondi que vi o primeiro filme com treze,mas,o que mais me deixou reflexiva foi o que minha mãe me disse.Sabe,hoje olhando para aquela fila gigante do cinema,com tantas crianças nos colos de suas mães,eu me assustei mais um vez com a passagem repentina do tempo,sabe,tantas crianças que nem tinham idade,maturidade e que nem ao menos entenderiam o teor da estória,crianças que não sonhavam estar nem nascidas quando eu com meus até então onze anos peguei aquele livro recém lançado aqui no Brasil.Mais chocada ainda me lembrei que minha mãe me disse para crescer,como se crescer tivesse alguma coisa haver com ler livros sobre magia e jovens que passaram suas adolescências sob nossos olhos,exatamente como,exatamente como muitos que hoje tem a minha idade!Ter vinte anos ás vezes é bem mais emblemático do que eu poderia imaginar,até ano passado com dezenove e ainda considerada adolescente ainda também,conseguiria por toda a culpa na idade,e assim como passe de mágica eu nem posso mais gostar de algo que eu vi começar,que eu passei toda essa fase acompanhando,uma coisa que talvez não seja mais tão importante na minha vida como foi aos onze ou treze anos,mas,que ainda faz parte de mim,isso não pode se discutir.A questão é,que como todos esses últimos posts,por que raios as pessoas tem tantos padrões sobre o que seria crescer?Porque crescer não pode ser mais natural e menos difícil do que ele normalmente já é?E por quê?Por que temos que deixarmos de gostar de coisas que nos são atemporais,coisas que sempre estarão aqui dentro da gente como a criança que deveria sempre estar aqui dentro de nós?Eu imaginava quando era pequena que a gente quando ficava adulta magicamente perdíamos o medo de escuro(em parte perdi,mas ainda tenho um abajurzinho do meu lado,qualquer coisa ,né?hehe),o medo de injeção(perdi com a vida mesmo,mas mesmo assim não acho uma das coisas mais agradáveis de ter que tomar.),e coisas do tipo,mas sinceramente,claro que mudamos,é claro que doamso as bonecas,mas sempre guardamos aquela lembrança da infância que sempre estará conosco,ou um cobertozinho,um brinquedo,o que seja,isso não é deixar de crescer,isso é sabedoria ao amadurecer.Sabedoria de que,por mais que crescemos e esquecemos de todas aquelas lembranças que foram realidade um dia,mesmo assim aquela pessoa continua lá,em constante transformação,mas ainda está lá,esperando um filme da sessão da tarde,uma criança em ponto de ônibus para sair um pouquinho.E assim minha parte adolescente tão recentemente partida,sempre existirá,naquela série de livros e filmes que foram em uma fase tão difícil da minha vida,a minha tábua de salvação.Porque nem só de realidade vive o homem,e quanto conhecimento já trouxe a ilusão! Ah, lembrando que o sexto filme do "Harry Potter" tem censura de doze anos.Acho que só isso já explica que o filme não é infantil. Só pra nunca me esquecer,"Draco dormiens nunquam titillandus".
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Pobres menininhas

Ultimamente tenho deixado a poesia de lado pra embrenhar em uma franca prosa.Já devo ter escrito muito,ou até mesmo nada sobre isso,até porque tenho consciência de que existiram e existem tantas coisa mais importantes do que falar da maldade de algumas pessoas.
No meu outro blog fiz um post há mais ou menos um ano que se chamava"As meninas",nome que me inspirei num poema de Cecília Meirelles,que fez parte de um trabaçho de escola que eu realizei com as minhas duas melhores amigas da época.Bem amigas,não é o melhor jeito de chamá-las,pois elas me fizeram sofrer muito ao praticar bullying comigo na sexta série,mas você deve estar se perguntando:Mas que diabos isso tem a ver com o que ela quer falar,de que raios ela está falando?.Bom respondendo,tem tudo,tudo a ver com esse post.Não querendo falar muito sobre o caso da sexta série uma vez que esse já foi superado e exorcizado com o post no antigo blog,mas é incrível como a gente pensa que as pessoas mudam supostamente quando crescem.Algumas não,dá pra ver nesses filmes adolescentes muito desse assunto de bullying,vocês podem ver e até pesquisar,fico feliz que hoje em dia isso tá sendo visto com mais seriedade,uma vez que quando aconteceu comigo foi considerado "coisa de criança".Pode até ter sido,mas crianças comentem sim delitos e tem de serem punidas,adolescentes também,quantas vezes não vi utilizarem da idade para justificar tantas atrocidades cometidas,eu já fui muito vítima da maldade juvenil e não me orgulho de tomar essa posição a de "vitima",mas,foi o que aconteceu e vejo que eu não fui única,tanto em casos como o meu,mais graves ou menos graves não interessa,estamos tratando de seres humanos,porqueas pessoas só tem dó ao punir os menores agressores?Não interessa se foi fisicamente ou moralmente,palavras ferem como navalha quanto mais quando sua alta-estima está em formação,e não me venha com discursos de que são besteiras e que quem não consegue se defender é fraco e etecétera,não fraco é aquele que é pobre de espírito,que é um ser humano mediocremente cego pros sentimentos alheios.É triste ver tantos jovens no mundo inteiro tirando suas vidas por pessoas assim,e eu com a propriedade de quem passou por isso digo,é difícil aguentar,é difícil ser ignorado pelas pessoas,quando elas te pegam pra piada o tempo todo então,é mais ainda,mas,não podemos esquecer nunca que ainda existem pessoas boas ainda nesse mundo,mesmo que poucas essas pessoas estão aí,e não podemos desistir do mundo por tão pouca coisa,sim coisa,porque quem não se importa com os seres humanos não pode ser classificado como um.Uma vez ouvi de um mestre,sim aquele que deveria nos educar e proteger,que uma garota que era alvo de chacota na sala merecia ser zuada por não se defender e ser do jeito que ela era,quando ouvi aquilo vi que diploma infelizmente não dá sabedoria e nem humanidade a ninguém,e que até hoje devo ser alvo de piadinhas pras menininhas "perfeitas" que estudaram comigo por minhas limitações na escola,por faltar demais e tal,mas quer saber?Sim,hoje vi algo que me incomodou,admito,mas eu não vou me incomodar mais,porque afinal essas mesmas meninas uma vez se ofenderam em vestir a carapuça de seres inferiores,que uma amiga minha as chamou assim,e pensem,será que elas não são mesmo?Pra mim o melhor sempre foi aquele que pôe não só o respeito a si mesmo a frente como onde começa o dos outros,isso é ser melhor provar que mais é menos,provar que ter respeito e amor pelos seres até que você não simpatize muito é não só um ato humanitário como divino,e eu sei que seja o que for,Deus é maior.E como diz uma letra de música que me ajudou muito,obrigada a vocês que me fizeram uma lutadora.
Vini,vidi,vinci.
Na verdade eu sinto é pena,dessas pobres menininhas.
P.S: para saber mais sobre bullying:http://pt.wikipedia.org/wiki/Bullying
Afinal a informação e sabedoria são os melhores remédios contra a ignorância.
sábado, 27 de junho de 2009
Vinte e poucos anos...
E um dia assim,de pronto,sem saber como e porque,você nasce.Você é assim,jogado pra fora,engolido pelo mundo,bem antes mesmo de gritar depois de uma palmada no bumbum,e sentir o ar arder em seus novatos pulmões.
Tudo assim sem sentido algum,uma coisa maluca que você percebe,depois de sair do colinho anos depois da mamãe,que as dúvidas nunca cessam,elas só aumentam.E assim você cresce,você percebe que com suas perninhas(é assim que eles chamam,a gente grande,papai,mamãe,titia e vovó pelo menos...),você pode andar,depois descobre que pode expressar(ou não) o que pensa e sente ao que eles dizem falar.
Os anos vão passando lentamente pra você,para seus pais o relógio simplesmente não para de correr,e você vai descobrindo o mundo através de desenhos e filminhos de criança na TV,tudo parece tão excitante,a vida parece uma fonte inesgotável de novas e inúmeras possibilidades de fazer um montão de coisas legais,uau!A vida parece ser algo incrível,você tem suas dúvidas,mas elas sempre se cessam com algum pensamento feliz após ver seus amiguinhos na porta te chamando pra brincar ou vendo mamãe tirar aquele bolo delicioso de chocolate do forno,como os adultos podem reclamar tanto da vida?Pra você,reclamar daquilo tudo não faz sentido,você sabe que um dia se Deus quiser,você também vai crescer e vai ser gente grande,mas isso parece tão distante,naquele momento na sua infância,um dia é um mundo,um mês é uma galáxia e um ano,nossa!Um ano é o universo inteiro.Você anseia vários dias seus aniversários que demoram a chegar,e as vezes você acha isso um saco,por vezes o tempo podia passar rápido,como para ir numa excursão da escola ou para ir para praia no fim de semana ou até só para ir na casa de sua amiguinha para fazer trabalho da escola(= uma hora de trabalho e várias outras de diversão!).
E assim,mesmo demorado,naquela época,o tempo passa e toda a candura vai embora também.Chega sua "problemescência",ops,digo,adolescência.Todas as suas certezas começam a ruir,toda a inocência começa a ser questionada,e agora o mundo já não é mais tão cor de rosa(eu prefiro azul ou lilás,se querem minha opinião...),ele varia muito rapidamente de vermelho-fúria,roxo-deprê e passa por vários laranja-excitação.Sua vida que antes tinha uma certa instabilidade,que só sofria alterações quando alguém querido morria,ou quando você via algo que mamãe não queria que tivesse visto na tv,agora era puro caos e céu.Os hormônios parecem ser seu amo e mestre e você não consegue evitar de ser por muitas vezes,idiota e imbecil.Mas já não é mais como a infância,e tudo agora parece andar mais depressa,depois dos dezessete então,o tempo começa a voar sem controle,mas você meio que não percebe,tá preocupado demais sendo adolescente e ou por vezes preocupado apenas consigo mesmo(a grande maioria por assim dizer...),ou vendo que no mundo existem mais pessoas que no seu umbigo ou seus amiguinhos reais e os imaginários,(acho que fui uma dessas,não sei,seria presunção demais em dizer?) Você se choca e começa a querer ser algo maior,algo diferente daquele mundo onde tentam te vender o que você deve ser,tudo numa linha perfeita de vida,agora o "normal" é você arranjar um namoradinho para se gabar para amigas,dizer com "propriedade" para alguma amiga solteirona ou que terminou com o namorado que você pode falar de relacionamentos,e etecétera,tudo aquilo que você,garota comum sonhou a vida inteira até agora.E se você não das mais convencionais,bem a vida te reserva bastantes desilusoes,mas você percebe que mesmo se sentindo um estranho no ninho,isso é realmente ser alguém de verdade.Alguém que não vive para respeitar padrões alheios,alguém que nasceu para viver de seus próprios meios,suas prórprias regras(diga-se que é claro,sempre respeitanto o direito dos outros,o limite de um vai até onde começa o do outro,essa foi a lição mais valipsa que aprendi até agora.).
E quando você vê,você completa sua segunda década de vida,e vê que a adolescência agora,mesmo que não tão distante,figura na sua vida algo passado e engraçado como a infância.
Percebe que muitas( a maioria pra mim) coisas que você acreditava,e que Deus!Como era bom acredita-las!Nota que as dúvidas aumentam e que a vida adulta era bem melhor num vislumbre da infância do que agora na realidade,sentindo na pele.Percebe que crescer não é só namorar,perder a virgindade(tornar-se mulher para os antigos,e que conceito antigo não?),ir para faculdade,trabalhar e começar a comprar coisas com seu próprio dinheiro.Não,na verdade,apesar disso ajudar com alguns casos,crescer agora sei,não é isso.Crescer é um acontecimento individual e progressivo que acontece diferentemente de pessoa para pessoa,e que é mais uma lição de aprender com frustrações do que comprar um carro.
Maturidade não se relaciona com padrões pré-estabelecidos pela sociedade,muito pelo contrário,como já disse uma autora que gosto muito,a maioria das pessoas mais maduras e interessantes que conheci,não sabiam o que queriam ser mesmo adultas.A maturidade não está venda junto com camisinhas,carros ou com matrículas de faculdade,ela só estará incluída se você perceber que em meio de tantas experiências você está sendo honesto com você mesmo.
Enfim,muita gente que ler pode até pensar,mas o que essa pirralha de vinte anos sabe sobre maturidade?Bom,com sinceridade,não muito!Eu estou só começando minha jornada,então nem tem como eu saber ao exato o que seja essa vida e como lidar com ela,e suspeito que vou morrendo tentando descobrir.Esta além dos meus limites humanos saber de tudo,mas,eu posso dizer pelo menos que eu fui fiel a mim,não fiz nada por fazer e que morri acreditando nisso um dia.Afinal,uma vez que você descobre a si mesmo,não dá mais para seguir as regras do mundo,só dá pra seguir as suas mesmo.
É eu ainda quero saber bem mais que meus vinte e poucos anos....
Tudo assim sem sentido algum,uma coisa maluca que você percebe,depois de sair do colinho anos depois da mamãe,que as dúvidas nunca cessam,elas só aumentam.E assim você cresce,você percebe que com suas perninhas(é assim que eles chamam,a gente grande,papai,mamãe,titia e vovó pelo menos...),você pode andar,depois descobre que pode expressar(ou não) o que pensa e sente ao que eles dizem falar.
Os anos vão passando lentamente pra você,para seus pais o relógio simplesmente não para de correr,e você vai descobrindo o mundo através de desenhos e filminhos de criança na TV,tudo parece tão excitante,a vida parece uma fonte inesgotável de novas e inúmeras possibilidades de fazer um montão de coisas legais,uau!A vida parece ser algo incrível,você tem suas dúvidas,mas elas sempre se cessam com algum pensamento feliz após ver seus amiguinhos na porta te chamando pra brincar ou vendo mamãe tirar aquele bolo delicioso de chocolate do forno,como os adultos podem reclamar tanto da vida?Pra você,reclamar daquilo tudo não faz sentido,você sabe que um dia se Deus quiser,você também vai crescer e vai ser gente grande,mas isso parece tão distante,naquele momento na sua infância,um dia é um mundo,um mês é uma galáxia e um ano,nossa!Um ano é o universo inteiro.Você anseia vários dias seus aniversários que demoram a chegar,e as vezes você acha isso um saco,por vezes o tempo podia passar rápido,como para ir numa excursão da escola ou para ir para praia no fim de semana ou até só para ir na casa de sua amiguinha para fazer trabalho da escola(= uma hora de trabalho e várias outras de diversão!).
E assim,mesmo demorado,naquela época,o tempo passa e toda a candura vai embora também.Chega sua "problemescência",ops,digo,adolescência.Todas as suas certezas começam a ruir,toda a inocência começa a ser questionada,e agora o mundo já não é mais tão cor de rosa(eu prefiro azul ou lilás,se querem minha opinião...),ele varia muito rapidamente de vermelho-fúria,roxo-deprê e passa por vários laranja-excitação.Sua vida que antes tinha uma certa instabilidade,que só sofria alterações quando alguém querido morria,ou quando você via algo que mamãe não queria que tivesse visto na tv,agora era puro caos e céu.Os hormônios parecem ser seu amo e mestre e você não consegue evitar de ser por muitas vezes,idiota e imbecil.Mas já não é mais como a infância,e tudo agora parece andar mais depressa,depois dos dezessete então,o tempo começa a voar sem controle,mas você meio que não percebe,tá preocupado demais sendo adolescente e ou por vezes preocupado apenas consigo mesmo(a grande maioria por assim dizer...),ou vendo que no mundo existem mais pessoas que no seu umbigo ou seus amiguinhos reais e os imaginários,(acho que fui uma dessas,não sei,seria presunção demais em dizer?) Você se choca e começa a querer ser algo maior,algo diferente daquele mundo onde tentam te vender o que você deve ser,tudo numa linha perfeita de vida,agora o "normal" é você arranjar um namoradinho para se gabar para amigas,dizer com "propriedade" para alguma amiga solteirona ou que terminou com o namorado que você pode falar de relacionamentos,e etecétera,tudo aquilo que você,garota comum sonhou a vida inteira até agora.E se você não das mais convencionais,bem a vida te reserva bastantes desilusoes,mas você percebe que mesmo se sentindo um estranho no ninho,isso é realmente ser alguém de verdade.Alguém que não vive para respeitar padrões alheios,alguém que nasceu para viver de seus próprios meios,suas prórprias regras(diga-se que é claro,sempre respeitanto o direito dos outros,o limite de um vai até onde começa o do outro,essa foi a lição mais valipsa que aprendi até agora.).
E quando você vê,você completa sua segunda década de vida,e vê que a adolescência agora,mesmo que não tão distante,figura na sua vida algo passado e engraçado como a infância.
Percebe que muitas( a maioria pra mim) coisas que você acreditava,e que Deus!Como era bom acredita-las!Nota que as dúvidas aumentam e que a vida adulta era bem melhor num vislumbre da infância do que agora na realidade,sentindo na pele.Percebe que crescer não é só namorar,perder a virgindade(tornar-se mulher para os antigos,e que conceito antigo não?),ir para faculdade,trabalhar e começar a comprar coisas com seu próprio dinheiro.Não,na verdade,apesar disso ajudar com alguns casos,crescer agora sei,não é isso.Crescer é um acontecimento individual e progressivo que acontece diferentemente de pessoa para pessoa,e que é mais uma lição de aprender com frustrações do que comprar um carro.
Maturidade não se relaciona com padrões pré-estabelecidos pela sociedade,muito pelo contrário,como já disse uma autora que gosto muito,a maioria das pessoas mais maduras e interessantes que conheci,não sabiam o que queriam ser mesmo adultas.A maturidade não está venda junto com camisinhas,carros ou com matrículas de faculdade,ela só estará incluída se você perceber que em meio de tantas experiências você está sendo honesto com você mesmo.
Enfim,muita gente que ler pode até pensar,mas o que essa pirralha de vinte anos sabe sobre maturidade?Bom,com sinceridade,não muito!Eu estou só começando minha jornada,então nem tem como eu saber ao exato o que seja essa vida e como lidar com ela,e suspeito que vou morrendo tentando descobrir.Esta além dos meus limites humanos saber de tudo,mas,eu posso dizer pelo menos que eu fui fiel a mim,não fiz nada por fazer e que morri acreditando nisso um dia.Afinal,uma vez que você descobre a si mesmo,não dá mais para seguir as regras do mundo,só dá pra seguir as suas mesmo.
É eu ainda quero saber bem mais que meus vinte e poucos anos....
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Aula de francês com Tiê
Aujourd'hui j'ai fais une chanson, ça c'est très elegant, un oiseau, como se diz? Est entré par la fenetrê e parou. J'appelle pour mon chat: ou tu veux ou tu veux pas. Como vai você? Actuellement, je been travaillé. La famille jouit d'une bonne santé. Bonjour madame, s'il vous plaît. O que você vai querer? Je veux deux brioches et un café au lait pour la journée. Pois agora j'ai du sommeil. O que você quer? Eu sei, je sais. Laralaralalaralaralarala, me encontre agora lá na esquina do hotel. Laralaralalaralaralarala, moi je serai toujours chez toi.
Eu sempre tive uma relação com a música,como posso dizer?Uma relação de alma,sem relação alguma com a racionalidade,a música enxuga meu pranto,acalenta meu coração.Já quis ser tanta coisa,mas eu ainda sonho com música,e moda,e arte,e vida perfeita.E se Deus olhar pra cá,assim será!Ouça Tiê,ouça música e limpe sua alma com as notas de uma límpida e singela chanson.
Como disse um célebre pensador:
"Sem a música a vida seria um erro"Nietzsche.
E que grande erro.
Deliciando Tiê,Sweet Jardim.
Eu sempre tive uma relação com a música,como posso dizer?Uma relação de alma,sem relação alguma com a racionalidade,a música enxuga meu pranto,acalenta meu coração.Já quis ser tanta coisa,mas eu ainda sonho com música,e moda,e arte,e vida perfeita.E se Deus olhar pra cá,assim será!Ouça Tiê,ouça música e limpe sua alma com as notas de uma límpida e singela chanson.
Como disse um célebre pensador:
"Sem a música a vida seria um erro"Nietzsche.
E que grande erro.
Deliciando Tiê,Sweet Jardim.
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