quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Será essa a última vez, desse inexistente eu e você?



 Mesmo como um fantasma para mim, você segue longe e ainda assim, quebra minha inércia.
 Seja pela percepção de que esteja longe ou de que jeito for, sua presença, sua essência, o você da minha  cabeça.

 Só algo seu, pequeno e raso. Simples e por acaso (?), coloca meu racional de lado e me puxa para a  beira de algo. É abismo ou são as águas frias de cá ou lá, eu nunca sei.
 E sabe, (provavelmente não sabe), mas eu odeio não saber.
Sei o quanto é a coisa mais estúpida em um ser, que provavelmente passa a vida com a ilusão de que se tem algum controle, de si, das coisas, de algo, mas fazer o quê? É uma das minhas ilusões favoritas. Foi meu jeito de lidar com o que obviamente não deu pé.

 Você. É algo muito antigo em mim, como uma profunda e não tão secreta cicatriz, dentro e fora. Como você segue aqui, dentro, (como?) em mim. Como seu eu estivesse marcada, desafiando qualquer lógica que queira achar qualquer sentido nisso. Como eu queria exorcizar esse seu "eu" que eu juntei durante anos e anos e anos na minha cabeça.
 Eu te subestimei a início, quero dizer, ah, já deu pra entender, esse fragmento de você.

 Com você, são anos tateando esse ar espesso e escuro com passos ora lentos desesperançados, ora em  uma onda de êxtase e desesperados correndo, correndo e correndo, ao encontro de mais um beco sem saída. Por vezes olho e sinto, o ar leve, enlouquecidamente etéreo. Os passos caminham em direção ao nada.  Ainda  sim, vou me enganando e me martirizando por ainda crer, que, um passo nesse abismo abissal e entre eu e você, o real, fica menor. Não fica. (?)

 O que fica é essa mistura insana de algo que eu não sei, o algo que nunca consigo lidar, mesmo depois de tudo isso, mesmo depois de nada disso. Só sei que causa em mim uma enorme estranheza no meio desse enrosco, e sei que em houve minutos em que fui feliz. Mesmo com quase nada eu esperancei. Que esse nada, esse grande isso, de nada disso, poderia zarpar para algum tipo de realidade. 

 Honestamente, mesmo sentindo, mesmo movida, mesmo sorrindo com cada pequeno avanço, cada  espaço que me abre e quase posso contar os segundos que dura, luto contra isso, em defesa de mim.  Coisa mais louca, de sentir você sorrir sem te ver ou realmente ouvir, do quentinho que se abre aqui  no meio do peito toda vez que que lembro de te vi sorrir, ou imagino que possa estar sorrindo, ou possa te fazer sorrir. De saber a raridade de quando isso acontece, ter ciência de todo esse nosso nada no meio desse tudo em mim, mais uma vez, mesmo assim. O meu sorriso pra você eu não consigo conter.

Só posso te dizer que amo, porque mesmo assim, todos esses anos, depois de tudo, de todo esse nada de eu e você, eu insisto em saber de você. Mesmo dando corda para meus devaneios e podendo, mais uma vez dar de cara com o muro, achando aquilo que não quero ver. É difícil, mas o coração me diz que seria pior sem saber de você. Deveria me fazer correr, me lembrar todas as vezes com o coração apertado, palpitando o simples porquê de que eu deveria esquecer. Deveria ser a coisa mais importante a me ater.

Deveria, mas não importa tanto quanto. Já vi que por hora é inútil correr. Posso dizer que amo sim, porque acima de tudo, mesmo não sendo quem provoca seu sorriso, receba seu toque ou mereça sua atenção, saber que você esteja onde for, estando bem. 
Me faz bem.
Mesmo me trazendo umas certa dose de dor. Foi assim que descobri que era amor.


https://www.youtube.com/watch?v=MH6TJU0qWoY

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Série Reminiscências- "Obrigada por fumar."

Esse é um dos textos mais queridos ( por mim, claro) do meu antigo blog, o " A vida em um breve comentário" em uma versão levemente (risos) editada.



domingo, 14 de setembro de 2008

Obrigada por fumar



Sentada em um banco azul, daqueles de ponto de ônibus, ela está. Olha pra esquerda furtivamente, parece acordar afinal, seria seu ônibus? Não, alarme falso. Mais um dos milhares ônibus que não passam na famosa avenida de seu curso, ela com expressão de extremo aborrecimento lança uma olhadela ao relógio prateado no pulso direito. Aquele realmente não era seu dia.
Demorara horas na noite anterior para adormecer e seu estômago parecia pulsar,pensou até que seu coração se deslocara de lugar,pois,as contrações eram fortes, ácidas e entorpecedoras. 
Acordou com uma ligeira dor de cabeça, que aumentava vertiginosamente a medida que ela se movimentava em direção ao seu banheiro. Tomou um banho rápido, a água bem quente caía sobre seu rosto. Ficou assim por alguns instantes, sentindo o calor envolvente, passava as mão sobre o corpo massageando-o, tentando afastar os vastos e frenéticos pensamentos que serpenteavam e disputavam espaço em sua cabeça.
Fechou a torneira, não cantarolou e nem ao menos escreveu suas frases fúteis no vidro do box de vidro transparente. Não. Ela simplesmente sacou sua toalha e mergulhou seu rosto sobre ela, fungou profundamente o perfume floral dela, talvez assim, com a tola esperança de que com isso inalaria também,um pouco de ânimo com aquela essência reconfortante. Saiu do banheiro e o ar frio lhe causou calafrios fazendo-a se trocar rapidamente. 
Foi pra cozinha e a caneca com o café com leite santo de todos os dias estava lá, no mesmo lugar de sempre á direita no balcão da cozinha. Sua mãe lhe serve o pão e junto com ele as habituais perguntas matinais super pertinentes. Responde sem vontade esboçando um sorriso fraco para a mãe,e pede que se cessem o rotineiro interrogatório ,sua cabeça ainda lateja. 
Na colher caem vinte e cinco gotas,de sabor lastimável, nem ao comprimido tem direito, "comprimidos agridem o estômago" sempre diz sua mãe. Uma careta de criança inevitável ao sentir o líquido cortar sua garganta, bebe um gole apenas de água para seu doce refresco, um gole ao menos, graças a Deus!
Ela pega a mochila, três esborrifadas de perfume no pescoço, duas nos pulsos, pega o celular e confere se o cartão do ônibus está no bolso da calça já colocando os fones no ouvido e os óculos, e a cabeça continua a latejar, quantos segundos, minutos e horas o bendito líquido amargo iria demorar para dar efeito? Desce as escadas,sedentária, só mesmo as escadas para lhe salvar. 
Sobe a rua, ao som de músicas de batidas conhecidas e envolventes, divertidas ou tocantes. Olha para atrás, sua mãe acena de longe do prédio. Ofegante ao topo da rua vê seu ônibus ao longe no ponto,tenta correr mas não alcança, ótimo! Vai se atrasar. Emburrada,porém conformada, ela decide se sentar no último banco azul do ponto. Sente o tão conhecido cheiro da fumaça de tabaco e nicotina, olha para o lado e vê um moço com cara de novo, empunhando seu cigarro de forma quase que teatral. Há! Se não estivesse espirrando repetidamente em função da fumaça e sua rinite matinal, ela riria bem alto diante daquela visão tão bizarra. Minto, ela riria pra si, não é de olhar pra ninguém na rua sozinha. Mas com certeza riria ,nem que tivesse que disfarçar.
O protótipo de James Dean em "Rebelde sem causa", ao menos a divertiu, e como de costume, ela tentou meio que em canto de olhos analisar o moço sem olhar. Ela faz uma linha discreta, mas sua curiosidade late. Com o nariz vermelho,no melhor estilo da famosa rena natalina Rudolph,ela continua a olhar de canto de olhos o garoto dos cigarros e ele continua com sua pose de rock star. Ele parecia confiante, como se seu cigarro lhe proporcionasse uma segurança que, sem ele não existia. Entretanto, ela pensou :"ele podia me fazer o pequeno favor de baforejar essa fumaça seca e tóxica um pouco mais longe de mim". Ah sim,mas com certeza,e obrigada por fumar.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Discipule aeternam



   A cada dia desde sempre vejo,
   que a vontade de aprender é um grande desejo
   E cada raio  de sol entre as nuvens me diz,
   que infinitas são as possibilidades de ser feliz
   Que é normal se fixar só em uma,
   o que não se pode é se essa falha, acreditar que não se tem mais nenhuma
   Que o exercício de se amar nas horas de dúvidas, é um exercício duro e inconstante
   mas que não existe lição mais importante
   Para aprender, crer , o outro realmente amar
   sonhar e realizar, sentir a paz de espírito se instalar
   De nada vale se de corpo e alma não acreditar
   Mas acima de tudo ter paciência,
   consigo, com o mundo e um bocado de compaixão e tolerância
   Pois sem isso, responda , qual a relevância?
   Ser humano é errar e tentar  enxergar o erro e prosseguir outra vez, se diz
   E mais uma vez te digo, se assim for, sou uma eterna e orgulhosa aprendiz!


quarta-feira, 12 de agosto de 2015

O "amor" terceirizado (Você sabe que é pra você)




Eu cai mais uma vez. Afinal, quantas vezes a gente precisa cair no mesmo erro, para criar um repelente natural contra pessoas nocivas?
Não sei, sei que foi também erro meu, mas, também sei que nunca errei assim com alguém. 
Isso nesses momentos doloridos consola, afinal, quem é decente nunca se sente bem fazendo mal a ninguém.
Na era de "amores" terceirizados, relações artificiais, "sem compromisso" (com você meninas, nunca se esqueçam, isso não existe, e a gente se esquece, eu entendo e vale a pena frisar bem), não importa o quão legal, inteligente você seja, o que importa é "estar livre", como se deixar sentir algo verdadeiro te colocasse algemas.
Nesses tempos, não querendo culpar todo o gênero masculino existem sim os que valem a pena, esses mesmos que prezam o ideal "sem compromisso", praticam o sentimento efêmero, as conversas íntimas sobre corpo alma e filosofia a cada mês com uma nova menina, o interesse, pulam de garota pra garota como uma piscadela, fica difícil não se deixar levar pelo pessimismo.
O que eu vejo por mim e muitas meninas é um bando de homens preguiçosos das melhores virtudes humanas, sem um pingo de magia, um conformismo (como é sem compromisso, pra que ir tão longe por uma garota incrível sendo que posso pegar uma aqui pertinho, sem sair da minha zona de conforto?), um interesse bipolar.
Caras que, depois de ser tanto tempo enrolada você se pergunta da onde veio tanto interesse seu nesse cara preguiçoso, instável e que nunca te daria um sincero pé na bunda porque afinal, se algo der errado com a outra ou alguma das outras, né? Nada como uma step, uma "amiga" que você manda nudes, e adora, que você só não sai porque você é especial demais e tem medo de se envolver, ou na verdade, é que não tem culhões mesmo pra uma garota incrível como essa. Melhor ficar no perto de casa, no conformismo. 
Sei que muito do que digo e que muitos textos e depoimentos que vejo são vistos como despeito, recalque e blá, blá e blá, mas é só analisar todos os fatos de tantos casos e tantos caras cada vez mais velhos e menos crescidos emocionalmente.
O que me conforma é que enquanto você perde aquela mulher que te faz rir, que te diz a verdade, que fala palavrão, que não tem medo de falar besteira, que é única ( porque você vai sempre lembrar disso), que um dia já quis te ver, ter uma chance de te realmente te conhecer, essa mulher maravilhosa que você nunca mais vai a oportunidade de ter, vai encontrar um homem que você moleque, não conseguiu ser.


domingo, 12 de julho de 2015

AKA Ovelha Negra/ Alguém que te faz sentir bem por não ser ela




Não sei se vocês sabem, mas "trainwreck" é uma expressão em inglês para pessoas que aparentemente "não tem jeito" e que, reza a lenda, todos temos uma na família ou nosso cotidiano.
Sabe algo que descobri, recentemente?
QUE EU SOU UM TRAINWRECK!
Calma gente, não é como se eu estivesse metendo o pé na jaca a torto e a direto, mas existem várias maneiras de ser uma "ovelha negra". É que desde pequena eu nunca cogitei, aliás sabia ao certo da expressão, por ser boazinha, nunca dizer não (só pra arrumar os brinquedos), por ter notas boas, por ser uma criança boa, graças á essas e outras eu estava em outra estrada, do outro lado a parte que contempla os parentes, irmãos, sobrinhos e agradecem por eles serem as ovelhas negras e não eles e suas famílias perfeitas, e ah, como isso acontece na minhas famílias!
Depois de começar ter problemas psiquiátricos o mundo deu volta e a Camillinha que iria ser normal ( filha de quem é... uma hora ou outra, não?), virou bochicho, durante anos, olhares tristes, mas sem nenhuma mão estendida, era só o panis at circenses com seus próprios consanguíneos .
E não falou oportunidades para estender uma mão, dar alento, uma atenção a quem sempre se sentiu deslocado pra mostra que eu estava errada. Não, minha depressão piorou quando eu vi que ao contrário dos filmes, família e amigas em sua maioria cagam pra sua doença, acham que você é demais assim, menos assado, muita opinião e menos empatia.
Esse ano fazem 7 anos que estou nesse relacionamento sério com a depressão e como boa trainwreck que sou, ainda adúltera nos 14 anos de casamento com a ansiedade e síndrome do pânico.
Posso contar, não tive muita ajuda, minha mãe erra muito, mas ajuda demais, mas quem mais me ajudaram sem ser ela, mesmo pouco tempo, foram pessoas que você não esperava. Mesmo o pouco que podiam foram amigos, mas não os meus melhores amigos, aqueles amigos que você nunca imagina que possa perceber que você precisa ir num cinema, sair num sábado pra papear e comer.
Eu encontro mesmo que pouco, mas mais compaixão em pessoas que supostamente não me amam como essas outras que ou cansadas da prima, sobrinha, parente, amiga depressiva.
Quanto tempo doeu?
Uma vida toda. Sendo que ainda dói.
Mas eu estou aos poucos me conformando que alguns nascem com famílias maravilhosas, amigos companheiros e outras... simplesmente são o lado realmente solitário da doença, mas que mesmo assim lutam bravamente.

Eu provavelmente faço tias, primas e primos, vizinhos, outros parentes pensarem "coitada anos nisso, ainda bem que ciclano tá ganhando bem e fulana vai casar".

Isso me fez sentir pena de todos eles, atrás dessa depressiva, se esconde uma pessoa fodástica, e eles que perdem, e muito, porque eu além de ser a trainwreck sou olhando por esse prisma a melhor pessoa dessa família e amigos.
E te digo, porque quando tive na posição de ajudar alguém na minha situação fui e fiz, não dei mil desculpas, mesmo doente sempre ajudei exatamente por saber o quanto a indiferença, negligência, ignorância e insensibilidade podem fazer a diferença não só de vida ou morte, mas de um dia angustiado ou um dia aliviado (quem tem depressão sabe o que isso significa).

Se você é diferente, não se encaixa, é um unicórnio como eu (rs), sinta-se orgulhoso! Cada um de nós somos pó de estrelas e as estrelas brilham e cada uma de sua maneira e tempo. E nós estamos brilhando, mesmo que o nosso tipo de brilho não seja o mais popular.


sexta-feira, 12 de junho de 2015

Natimorto




 Esse sentimento já nasce morto. Sem possibilidade de existir ou de viver algum dia.
 Já abortei tantas paixões e amores dos mais diversos tipos tantas vezes, mas sempre, sempre acaba sendo doído.
 Como se aqui dentro, bem lá nas entranhas do eu, já sufocassem qualquer aparecimento de vida de tal sentimento, e os sinais externos validando-os ainda mais. Eles, eu.
 Por não ter condição de dar a esse sentimento uma vida digna, uma reciprocidade, para não ter que fingir que ele não existe eu, aqui dentro, poupo ele e a mim a oportunidade de existir.
 Pra não chegar as vias de fato de mais uma dor que não posso me dar ao luxo de sentir. Porque pra amar se arrisca, e eu não vou os dados lançar. Não desse jeito, nesse caso, dessa vez.
 Penso como seria se eu o deixasse ser, parece uma ideia bonita, como todas elas, ideias e sonhos, esmagados no gosto de concreto da realidade.
 Não porque não quero, mas porque não posso.
 Mas foi bom te ter por perto por pouco tempo, sobra o lamento e a esperança de que um algum vingue algum dia,

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Vou por mim.


 Nunca foi tão fácil ser você mesmo e ao mesmo tempo tão paradoxalmente difícil.
 Mesmo assim, com o burburinho de infinitas vozes me dizendo para não ser assim, eu não arrego e  no que acredito e no respeito me mantenho.
 Vou por mim.
 E quando me puxam e me empurram pra fora do caminho, eu volto tonta, mas focada no destino.
 Vou por mim.
 Se eu tiver dúvidas eu paro, penso e sigo se tiver que seguir pela mesma estrada, seguirei obstinada.
 Vou por mim.
 E se eu cair, eu me levanto leve o tempo que levar, porque eu vou por mim.
 Porque se eu não boto fé no que acredito e não for mestre da minha mente, quem será? Se eu não tiver  força pra persistir no caminho, quem vai ter? E se eu não duvidar, quem duvidará?
 E se eu não for por mim, quem irá?


quinta-feira, 7 de maio de 2015

Ninguém precisa de um " tudo bem?"


  Ok, deixe me explicar o por quê, é bem simples. Porque ninguém realmente quer saber.
"Não seja dura, não generalize e blá blá...", CLARO que ALGUMAS pessoas se importam, mas eu temo que essa saudação assim como a famosa "eu te amo" virou alta de preço no mercado (ia falar chuchu, banana, mas alguém tem ido ao mercado? Gente, cada ida ao caixa é um mini ataque do miocárdio, enfim...). Que nem nossa moeda, nossa economia, banalizadas.
  Houve um tempo, que hoje eu me pergunto se no alto dos meus quase 27 eu realmente vivi, que as pessoas perguntavam, se saudavam sem ser automático. Já ouvi relatos de pessoas chocadas com respostas como : "Não, tá tudo um saco", e ver na cara da pessoa a total expressão de "como se eu realmente quisesse saber". Por que pergunta, criatura?
  Eu lembro que já fui considerada grossa desde pequena (hoje sou mais "adestrada"), por ignorar esses códigos de comportamento, também por ser tímida, mas mais por respeito. Eu sempre fui empática mas nunca fui muito chegada a falsidades então tinha dificuldade em dar oi, conversar com pessoas que mal conhecia simplesmente porque nunca quis ter relações rasas. Se eu te pergunto tudo bem, na maioria (juro 90 por cento), realmente quero saber se você está bem, se eu digo que te adoro, cara, te adoro mesmo, um te amo então, tenho que amar MESMO.
  E não porque me levo ou levo a vida a sério demais, eu apenas respeito demais os outros e sei que não existem meios sentimentos, meia amizade, meio namoro, meia irmandade. Sou a diplomata extremista nos assuntos da alma e coração. Sei que um "oi, tudo bem?" vazio já me fez, e já fez sentir muita gente sozinha no meio de uma multidão.
  Sou educada, não confundam, mas não suporto afetação. Amores de umas horas, amizades de infância de uma semana, mudanças recorrentes de status de rede social. Eu gosto do que tem essência, muitas vezes do que é fora do padrão. Pessoas com histórias, cicatrizes, sorrisos conquistados e ás vezes até olhos tristes.
  Eu gosto de gente. Pena que tem tão pouca de verdade hoje em dia.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Sem flores, dores ou amores.




O segredinho fica entre nós, ok? Ninguém irá saber, esse pseudo-relacionamento-ou o que seja lá o que.

Prometo não me apaixonar, mas não posso prometer não te amar, porque eu amo todos meus amigos.
Então fica assim, você não quer compromisso e eu só quero o que tiver pra mim. Sem orgulhos, sem regras, o dia que desandar a gente vê o que faz ou não faz, quem sabe a gente ri? Independente de tudo quero sempre te fazer rir, não importa como, quando e porquê.

Só nunca mais me fale que quer me ajudar, porque só quem me ama pode me ajudar, outros já fizeram essa promessa e acabaram me machucando, então, não precisa. Nunca falsifique amor,  finja carinho, seja honesto, sem expectativas, sem frustrações.

Eu sei e mal te conheço e já que você como eu é um curioso nato da vida, ainda não vi seu olhar em pessoa mas sei que nele esconde muitas coisas. Coisas que você não precisa me contar, mas se sentir vontade, be my guest!
Tem mil coisas que não te conto, coisas que fazem parte da " incógnita " que você espertamente percebeu. Mas não preciso te contar também, gosto do poder que você tem de me fazer esquecer um pouco dos meus demônios. Eu mal te conheço e sinto que te conheço mais que muitos.

Quero mais uma vez afirmar, não se assuste com as minhas palavras, nem a minha intensidade, é que eu não sou boa com metades, seja lá que sentimento for. E não tenha medo, o medo como dizia O Pensador é um modo de fazer censura, e a única censura permitida aqui é a de 18 anos.

E que seja eterno enquanto seja divertido e amigo e otras cositas más.


Algumas palavras sem muita rima é apenas uma das coisas que eu posso lhe dar. Não faço questão de flores, dores e amores, mas se eu fizer um dia eu sei o que fazer, tá bem?


Mas shiu! Não conte pra ninguém. ;*



segunda-feira, 13 de abril de 2015

Sola viajo yo




Mais uma vez. Entre tantas, mais outra. Vou ter que realmente aprender a mesmo doente andar sozinha pelo meu caminho. É uma merda? É! Mas dentre meu círculo familiar e social, é o que tá tendo pelos últimos 7 anos, ou mais.

Mais uma vez mesmo das poucas coloquei fé em um relacionamento de que esfera fosse "imaginário" e doeu, claro, quando você tá passando por uma crise de depressão profunda, é assim, tudo te afeta, um saco, a maioria das vezes que pensei (e nunca mais quis pensar) em suicídio foram essas decepções, ausências, solidões rodeada.

Isso sempre acontece quando o foco do meu tratamento para de ser em mim, no que é bom pra mim, no que eu tenho que fazer, nem seja me proteger, para não não houver mais "baixas" emocionais.

É, a depressão é assim, mais que tristeza e dor, e lidar todos os dias com o cansaço/fadiga, as dores pelo corpo, imunidade sempre baixa sem deixar de seguir devotamente o tratamento mesmo não sentindo a princípio ou nunca aquele alívio de doença regredindo. Depressão mata suas amizades falsas, até aquelas que você jurava ser verdadeira, depressão te mostra a face da ignorância alheia, a falta de empatia. A gente culpa muito, e chama de monstro e tal, mas ás vezes ela nos mostra que ela pode até ser um  monstro, mas ela não está sozinha, tem um exército alienado, sem compaixão e sem um pingo e olhar ao próximo.

A depressão te tira de você, uma das mais repetidas questões de depressivos é "estou morto?", porque você sabe como é se sentir vivo, e não se sente mais daquele jeito. Presumi-se a própria  morte, e em alguns,logo faz a ideia da morte tão atraente. Para uma doença tão negligenciada, que em breve passará em alguns anos as mortes por problemas cardíacos. E sim, nós ainda assim a ignoramos, ignoramos os doentes, ou colocamos embaixo das asas ou tentamos trata-los normal. 

Não, nós não somos normais e nem queremos que nos passem a mão em nossas cabeças. Só queremos respeito, compreensão, direitos assegurados como qualquer outra doença grave. 

Eu já cheguei a sentir vergonha por ser depressiva, hoje só consigo sentir depressão claro (rs) e orgulho por ser uma sobrevivente e por estar aqui mais uma vez tirando esse tabu em cima de uma DOENÇA.


Se você possui um amigo, familiar ou colega e não sabe como agir, um apoio sempre vai bem. No fundo todos queremos um "estou aqui pra você", lembre-o que ele é especial, a gente esquece isso tão fácil e se sente um lixo, nos culpamos por tudo a maior parte do tempo. Que quando vejo familiares e amigos dando esse tipo de força para seus depressivos, ah,  me faz acreditar na humanidade de novo. Ah, AMOR, de qualquer forma é SEMPRE bem vindo. Informem-se, envolvam-se, se pedir espaço dê, mas mostrem que nós não estamos sozinhos, vocês não sabem que isso remédio nenhum faz, se sentir amado e querido.



"Nunca despreze as pessoas deprimidas.
A depressão é o último estágio da dor humana."


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Hum, jura?




 Aos vinte seis você acha que é mais dona de si do que parece. Não é. E não importa que você seja totalmente "independente" de pais e dos namorados (essa pessoa existe? #pararefletir) , você vai crescendo e cada hora vai ter alguma "obrigação" social para cumprir. Tem que beber, tem que arranjar namorado, tem que estar perfeita, tem que ser baladeira, tem que, tem que... cansei só de escrever. Tenho dó de quem segue as regras certinho, porque ser eu mesma e cagar pra ser normal já dá trabalho, imagina viver sua vida alienados somente no inconsciente coletivo? Excruciante. Deve ser um porre.

Ultimamente tenho ouvido tantos clichês sobre como viver minha vida, como ser mais "normal", como uma pessoa da minha idade tem que ser, ter, que se juntasse todos esses mesmos clichês, acho que dava a fórmula da vida. Viu, não digo que escapamos todos nós dos clichês da vida, nem mesmo eu "ó, magnânima  da anti-alienagem" (quem não sentir o sarcasmo, favor voltar para as aulas de português da escola).

 O ponto é, por que nos estressamos tanto? São muitas informações? Muitos aparelhos tecnológicos?
Foi a geração dos nossos pais que nos deixaram assim? Competitividade em um mundo corporativo cheio de millenials que não querem competir, só ter o seu espaço?
Sim e não. Mas a verdade nua é crua é que hoje em dia a pressão do "ter e parecer" é enorme nas nossas cabecinhas que não cresceram com essa enxorada de vida pessoal expostas para o mundo ver.

 Você só consegue ser mais dono de si quando consegue admitir o quão esmagadora nossa sociedade está e mesmo assim, a cada dia, tentar ligar menos pra perfeição que não só a internet, mas a vida moderna nos impõe e fazer esse carão da Audrey de "Jura?" e priorizar, lutar e viver sua vida de acordo com as suas regras e verdades.

 Já faz um tempo que me conformei que meu papel nesse mundo é bem diferente do que eu pensei, e diante do que eu já vivi eu roguei por normalidade, senhoooor normalidaaadeee (cazuzeando), mas hoje vejo que apesar dos pesares, talvez, a anormalidade me fez muito melhor, muito mais sensível, muito mais inteligente, muito mais criativa, muito a melhor Camilla que eu sonhava ser.


 Disso vida, nem precisa tanto se arrepender.

domingo, 30 de novembro de 2014

De(na)pressão




















Em seis anos, só agora estou falando com total honestidade dessa grave doença do qual sou portadora há um bom tempo.
O que faz a depressão ser um tabu, acontece mais pelo fato que as pessoas ou demonizam , ou subestimam uma das doenças mais cruéis que existem.

Eu perdi tanto, muitas pessoas se afastaram de mim,muitas não gostam da responsabilidade e sensibilidade com um parente ou amigo passando por uma fase muito delicada de sua vida, limitada pela medicação, pela próprias fisiologia e biologia e refém de hormônios de ansiedade, de seu hipocampo acovardado e diminuído. Você não é mais você. E provavelmente nunca mais será. 

Quanto as perdas, ah, essas sim, competem na crueldade lado a lado com a própria doença. Não tenho dedos, nem fios de cabelo que deem para numerar minhas frustrações e expectativas como daquelas pessoas que ficavam deprimidas e tinham um apoio, que uniam a família, que mostravam o quão era importante a gente estar ali para nossos entes queridos, ainda mais doente.

Eu cai. Feio. Como dizem os anglófonos: "I fell from could nine".
Eu caí da nuvem mais alta,como sempre fui prestativa, empática e sempre oferecendo ajuda então, foi um golpe muito dolorido ver com descaso, meu sofrimento. Se vieram conversar comigo para me animar? Não. Nem meu pai fez isso. Nem amigos da época, nem ninguém. Eu já tinha me sentindo sozinha, perdida, meus pais se separaram quando eu tinha apenas 5 anos, sofri bullying, (SIM, BULLYING TODOS OS DIAS, CANTANDO MÚSICAS PARA ME AFETAR,ME CHAMAREM DE SEM GRAÇA, QUE PODIA SUMIR QUE NÃO FARIA DIFERENÇA E VIVER ATERRORIZADA, ME SENTINDO O LIXO HUMANO E COMENDO O LANCHE NO RECREIO SENTADA TRANCADA NO BANHEIRO DO COLÉGIO, SEM UM PINGO DE PAZ POR SÓ TER SIDO ESCOLHIDA PRA CRISTO, ISSO É SIM BULLYING, E FORAM MESES E DEIXARAM UMA CICATRIZ AINDA MUITO VISÍVEL, ENTÃO NÃO BANALIZEM O SOFRIMENTO DE MUITOS.)mas nada nessa dimensão de sentimento de "beco sem saída".

Um post para falar de algo tão grande, doloroso e íntimo, claro, é muito pouco mas depressão é uma MUITO séria, e acomete pessoas sem preconceitos, ricos, pobres, brancos, negros. E seus sintomas e como a doença se comporta e o portador lida é algo EXTREMAMENTE  pessoal.

Eu sei que muitos do alto dos seus castelinhos de ignorância e sem empatia alguma , deve ser difícil entender. Por isso peço, tente compreender (faz milagres com o deprimido), mas se não poder pelo menos, RESPEITE. Isso é obrigação, certo?

Todos os obstáculos da minha vida quem sabe a dificuldade com que os passo sou eu, e tenho ciência SIM das coisas boas da vida e das que possuo. 

Como vi em um seriado que amava: " Mas a depressão é uma doença solitária". Eu não a desejo pra ninguém, é uma luta sem fim, mesmo curado, você vive de olho em possíveis recaídas, como um câncer, sem ser levada seriamente como ele, tem um risco de mortalidade igual. Sem levar em em conta outras doenças relacionadas à ela, e no bem estar do deprimido, que muitas vezes se fecha,para sua vida e se isola de tudo.

Vamos conversar, vamos dar um alento, uma conversa a quem está passando por esse inverno da alma. Vocês não fazem IDEIA, do bem que se sentir querido e amado faz com pessoas com doenças de distúrbios do afeto. Eu mesmo precisando de um alento, várias vezes fui eu quem acalentei, porque eu sei o quanto isso nos faz querer continuar.

Não se esqueçam todos os artistas, e outras pessoas notáveis que se suicidaram, ou que morreram  mingua, a maioria eram pessoas inteligentes, boas e tinham muito pra contribuir para o mundo. Nunca conheci um deprimido que não fosse uma pessoa super interessante, puro mito ainda, que os deprimidos são pessoas fracas, estamos falando de uma DOENÇA.


 Minha terapeuta diz: "Pessoas boas se deprimem, porque pessoas ruins não se importam e daí não se preocupam, não se angustiam, e não se deprimem." 


Para falarmos e refletirmos.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Não me olhe sem me ver.


  Eu sempre escrevo sobre as peripécias desses últimos 8 anos desde que comecei a "bloggar" em prosa, poesia, ficção, dissertação ou fantasia, mas acho que nunca escrevi algo tão honesto, ou tão maduro agora com meus 26 anos. Podem rir, sei não é muito, mas há oito anos atrás e tenho provas escritas, eu não teria chegado a essa linha de raciocínio,
e até maturidade para entender pelo menos na minha pobre e simples cabeça de vinte e tantos algo tão trivial: "O que os homens querem?", ou melhor  ratificando: "O que os homens interessantes querem?".

 Sou super ultra mega power viciada em diversos seriados e um desses novos da fall season, (que é a temporada de setembro/outubro e é a principal temporada na TV americana  em relação aos seriados, mas enfim, prometo não enrolar mais...), um dos personagens, ao dar dica pra uma personagem sobre como conquistar "os caras", trocou a foto do dela perfil do site para encontros amorosos, afirmando que homens gostam de mulheres que gostam de dançar (ok, eu amo dançar), e que uma foto com uma bebida e uma cara sensual ajudam muito. Pronto. Fiquei só mais uma das 18632547346525365 vezes embasbacada : " Vou ficar pra titia, é sério mesmo, agora tô vendo o que a nuvem da pirralhice me cegou...", e nem é por eu atualmente não ingerir bebidas alcoólicas, o choque foi nesse joguinho, sabe? Que eu SEI que funciona, afinal aos 26 (que jogue a primeira pedra quem nunca) todo mundo já tentou essas e muitas outras "jogadinhas" nesse quiproquó da conquista. O problema é você se descobrir, sua identidade, sua personalidade, que você não é todo mundo (valeu mãe, cê tava certa...) e que você *trombetas reais feat. coro dos anjos* não tem mais SACO pra esses joguetes adolescentes. Não dá, me sinto tipo agora tentando dançar todo um CD do "É o Tchan" que eu botava no replay, e hoje dar taquicardia na primeira abaixadinha da segunda faixa.  Não, aquela energia IS GONE!

 O que mais escuto sempre, é quando vou casar, cadê meus namoradinhos e blá, blá. Como se as pessoas estivessem mais preocupadas com isso que eu mesma. Não tô caçando homem não, tô caçando independência, felicidade sem carência e realizar todos os sonhos que a tanto custo resisti pra não desistir. Vencendo meus demônios, doença e mostrando que minha alma pílula nenhuma macula, não se preocupe. E sim, se um cara gostar de uma garota-mulher, que gosta de contar piadas chulas, faz stand up podre pros amigos, sabe mais de Hermes e Renato que talvez ele, não viva de dieta, nem viva com o sorriso eterno de Barbie na cara, que goste de bichos, de bebês, família, amigos e de livros mais que tudo, que me veja como realmente sou , minhas falhas e meus carmas, com uma vontade enorme de papos sobre assuntos bestas e risadas aleatórias e rir cantando música brega preparando um café, uma complicada e perfeitinha mulher geração Y com tudo de bom e ruim que possa oferecer (UFA, acabei ), por favor, estou às ordens para tests drives, querido!


 Só não vá fazer como todos costumam, não me olhe sem me ver.

domingo, 28 de setembro de 2014

Lábios coração.


Ando tão longe daqui, de escrever, seja no papel, seja por aqui. Eu ando em eterna crise e catarse, mas sinto que a calmaria logo chega.
Todos nós temos nossos mecanismos, nosso idioma, nossas cores que mostram nosso humor, nosso amor, nossa mente, espírito e alma vezes sós vezes em comunhão. Hoje passei batom vermelho, como várias outras vezes na minha vida. Não vou sair, não foi para me arrumar, faço isso desde pequena .Lábios vermelhos, traduzem o coração.
E não falo de amor, ou até falo, mas nada de romance. Quando pego meu batom vermelho é como um soldado pega suas armas pra batalha. É um ato solitário, egocentrado, eu passo o batom vermelho em mim e para mim, como um grande ato de amor próprio. Os índios pintavam seus rostos de vermelho com urucu, dançarinas de flamenco os lábios, cortesãs antigas passavam o rouge bem acentuado. É a batalha da vida, em busca de uma conquista e de se expressar, talvez, a maior expressão. Estamos vivos, corados, vermelhos como o sangue que corre quente nas nossas veias.
Várias vezes pessoas, coisas, acontecimentos me fizeram e me fazem acreditar que estou já morta, ou querer estar, daí eu passo meu batom e ele retumba em alto e bom som: " ESTOU VIVA, E ESTOU NA BATALHA!".
Vou escrevendo nessa prosa simples algo tão comunal, o homem, ou melhor, uma mulher e suas armas de guerra pra ser independente e sobreviver nesse mundão.
Eu pego um livro e um batom, vermelho de preferência.



quarta-feira, 2 de abril de 2014

Quando não tenho nada a dizer.



 Eu me calo. Parece simples, parece até não estou errada, e pode até ser, mas não nesse caso, eu simplesmente não tenho mais nada pra dizer . Porque eu sou tagarela e divago em intermináveis discursos vagos e sem propósito algum, só pra rir, só pra descontrair, só pela incrível sensação de liberdade de não levar tudo tão a sério. Mas se eu me calar, muitas vezes é sério, muito, porque ou estou cansada de falar com paredes ou simplesmente não tem importância. Qual é o ponto em discutir? Se eu vejo que não tem, eu me calo, " 'ok', 'que seja', 'enfim' ". Pareço fria mas, pense bem se a mesma indiferença mesmo que de outra forma não foi direcionada antes a mim.
 E nessas horas eu consigo ver o quanto mesmo que seja pouco, eu cresci. Cresci e apareci, pelo menos pra mim, em não gastar o pouco de energia em meio dos meus problemas com quem não quer me ouvir. Quando você passa sua vida caçando problemas em você, e tenta ter uma melhor conduta e vê que não está sendo uma melhor pessoa pra ninguém. Porque quando você só olha para os próprios erros você deixa de ver os erros alheios, e assim como aqueles que que acham que o inferno sempre são os outros, você está do outro lado dessa mesma balança. Os outros fazem os outros de trouxa e estão errados e você se faz de capacho e está errada também, porque se agredir não é menos agressão e acaba sempre reforça o poder dessas pessoas e o ciclo nunca acaba. E aí percebe, que ou você luta ou desiste e nesse caso desistir é deixar o outro pensar que venceu é no fim, vencer. Porque quando se passa tanto tempo dando murro em ponta de faca se pode ver que a faca tá parada, e a parede não fala, e o esse tempo perdido é seu e de mais ninguém. Você fala, fala, e não é ouvida, o que te resta? Me calo, porque eu meu latim tá calejado, valorizado, escorrego falando uma hora ou outra com uma ou outra parede mas hoje em dia é quase por esporte, besteira, por diversão.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Essas coisas que por vez ou outra até se atrevem a acontecer, correndo tortas tentam burlar essa que virou regra na minha vida, por fim se enviesando no tempo sem nunca virar fato.

sábado, 4 de maio de 2013

Dessa vez o problema não sou eu.

Quem dera um dia ser o todo para agradar a tudo,menos a si mesmo.
Porque na verdade não o quero e sem vergonha o digo.
Quem dera ter nascido com olhos claros e dar espaço entre ponto e vírgulas.
Entretanto não os tenho e não dou mesmo não por ignorância,talvez me envaideço e me concedo uma licença poética.
Quem sabe eu goste da cor de tempestade dos meus olhos castanhos.
Quem dera depois de tanto dar com a cara na parede eu aprenda com meus galos.
Mas ás vezes o inferno são mesmo os outros e os tombos acidentes de percurso.
Daqueles que não tem "porquê", nem se mede quantidade.
Pura matemática,estatística e probabilidade.
Mas daí eu matuto,eu escrevo.Crio razão pro acaso.
Não sou boa com as exatas,nunca gostei de matemática.

sábado, 6 de outubro de 2012

Plano WYZ67890...


  Nessas minhas andanças rotineiras por esses dias,voltei a lembrar de algo que sempre quis escrever sobre,
talvez até já tenha abordado,mas de maneira diferente,enfim,sempre quis falar sobre nossa resiliência em tempos modernos,sim até onde vai seu elástico emocional?Até onde vai um plano seu?No B?Ou nem isso?
Sem mais delongas e pontos interrogativos malas,já parei muitas vezes pra pensar:não fomos ensinados a ter "planos b",não a maioria de nós,até porque isso é considerado,erroneamente é claro,desistir.Eita verbo que pesa no nosso ser brasileiro!
  Mas não é sobre desistir de um sonho,uma meta,uma pessoa e blá blá blá que eu sempre quis falar,mas em sim em outros sonhos,novas metas,pessoas diferentes.Quem nunca ouviu uma amiga chorar dizendo que não sabe viver sem o namorado,ou ex?Eu mesma já chorei por alguém,aliás uns alguéns,mas sempre tive na minha cabeça,que um sonho pra mim sempre foi pouco,eu sempre fui muito Bela de "A Bela e a Fera" (eu quero mais que a vida do interioooor.) e muito Poliana jogando o jogo do contente,estupidamente teimosa quando se trata da minha curiosidade e ânsia de conhecimento.Mas sabe aqueles momento que já tivemos,estamos tendo e com certeza teremos de novo,de que tudo que a gente precisa é de um colo de mãe,um abraço de amigo e um:"se não der certo a gente tenta outro jeito" ou "se não for isso será outra coisa então". A resiliência é bff da esperança,por isso tão importante tê-la e praticá-la.Eu nunca fui nem nunca quis ser "uma" pessoa só,do tipo que age e gosta de coisas singularmente,sempre fui várias pessoas pra vários conhecidos meus,e meus caros,essa é uma das coisas mais legais da vida pra mim,esse "quê" barroco dela,de a vida ser um palco e a oportunidade de sermos quem quisermos ser e quem somos.Nos mudarmos no que der pra melhorar e nos aceitarmos também e ver o quão isso nos torna "nós mesmos".Aprendi muito sozinha a importância de se sonhar não somente um sonho,nem de colocar minha vida toda nele,mas de ter vários outros,vários planos b,c,d...wyz,afinal a vida pode até parecer previsível,mas não é e como dizia Bezerra da Silva "Malandro é malandro e mané é mané!Ah,moleque!rs.
  Cada vez mais vejo que que foram livros,filmes,pessoas,e tantas outras coisas que me salvaram e me transformaram no que sou hoje,que apesar de não ser perfeita,até que sou um ser humano legalzinho!Abrir a mente pra conhecer e aprender sempre,nunca nos deixa na mão.Nunca nos deixa sem chão,nem sem sonhos,nem sem metas e ideias.Já vi vários grandes sonhos morrerem pra dar lugar a sonhos incríveis se realizarem,a resiliência é um dom herdado e uma das melhores ferramentas adaptativas que existe.
Não feche sua mente,não se feche,se descubra e se deixe descobrir que existe um mundo infinito de sonhos novos por aí.




sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Daqui a pouco já sentirei saudades.

Jovens nostálgicos.Certo dia ouvi isso,que na minha geração somos muito nostálgicos de épocas que há pouco se passaram,e é verdade,quando o tempo meteu o pé no acelerador?
Acho que sou nostálgica desde que me entendo por gente,como diz uma música que adoro,eu tenho saudades das coisas que eu nunca vi,vivi,ou ouvi.Ou talvez sim,mas só no meu lindo mundo da imaginação!
Dentre as mais malucas e prováveis hipóteses sobre o tempo atual ser mais acelerado,a matemática da idade (aquela teoria de quanto mais anos se tem,mais o tempo corre pra você),o fuso alterado por uma catástrofe natural da década passada...sinceramente,não sei,e ando percebendo que a queixa e a dúvida são gerais.
Mas nos usando de uma de várias hipóteses das várias correntes da filosofia,de que o tempo não existe,tá,mas as velinhas no meu bolo a mais existem,os primeiros fios de cabelo branco (sim,infelizmente esse mal já me acomete) ecsistem também!É inegável a influência do tempo na vida humana.
As memórias andam se acumulando em nossos cérebros na velocidade da qual vamos acumulando a memória dos nossos computadores,pen drives,tablets e celulares.E sim,isso me faz nostalgizar quando eu demorava mais tempo nostalgizar (enfaticamente) algo.
Como afirmo em vários escritos meus,eu nasci velha,mas me vejo o me tornar uma cada vez mais perto,cada vez mais cedo.Amanhã nostalgizarei a sensação de saudade que esse texto sentir me fez.
Tempo se possível,mano velho,estique-se e faça algum malabarismo,porque seu decorrer está corrido demais,e você sabe como está meu ânimo pra acompanhá-lo.Enfim.Sinto falta de quando você corria como na música,mais macio,mais bossa nova.

De uma jovem idosa.



       


                                                       Tempo.Vida.Memórias.Nostalgia.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Youth,oh,youth of you 24!

 Esses tempos estão bem difíceis,cheios de começos de problemas que a maturidade de quem já passou da adolescência há um tempo deveria ter,e o que eu mais paro pra pensar é:"Eu pensei que a fase dos vinte seria o máximo!",fato.É que eu poderia estar vivendo essa vida dos sonhos que todos sonham nos "vinte e poucos anos",mas não estou.E não é por falta de oportunidade,é por limitações,e até mesmo por escolha,vejam só,eu já nasci velha e saquei isso logo cedo.Eu gosto sim de conversar,gosto de sair pra comer,gosto de viajar,mas sinceramente eu não tenho aquela urgência de ser tudo o que supostamente eu deveria ser.Será que até mesmo nós jovens,pessoas questionadoras,que gostam do novo,estamos vivendo cada vez mais por "rótulos e regras" como nas gerações anteriores?Eu odeio gente me dizendo o que fazer,como fazer as coisas,como viver minha vida,sendo que boa parte disso tudo é o que eu sou!
Não,não vejo graça de ficar andando sem lenço sem documento pelas ruas de Sampa,enchendo a cara e pegando todos,eu prefiro mil vezes meu quarto,meus livros,minha música,meus filmes e seriados sim!Gosto de amigas conversando,de comer besteira,de amizade sem algemas,eu já disse antes,nasci velha.

Ás vezes a grande dor é ver que nesse mundo os que tão veemente queriam ser diferentes,acabaram comunais e eu diferente,e haja coragem pra ser diferente nessa vida!Hoje eu sei que fazer vinte e quatro anos não se vem com manual simplesmente pelo mesmo motivo de em nenhuma idade vir,cada um vive a sua do jeito que bem quer.Se você quer sair toda semana,viajar o tempo todo,fazer muitas besteiras por fazer,faça,eu não julgo,sua cabeça seu guia,contanto que isso te faça feliz!Agora me deixa ser uma jovem que não curte tanto assim os programas jovens,que curte livros e arte,porque isso é tudo que me faz bem,isso é tudo que eu sou.


Porque como diria Fábio Jr. e Raimundos:"Nem por você,nem por ninguém eu me desfaço dos meus planos.Quero saber bem mais que os meus vinte e poucos anos!".